terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

QUESTÕES DE CONCURSOS ANTERIORES: exercícios de Interpretação de texto I

(SECRETARIA MUNICIPAL DE FAZENDA/RJ – 2010 – ESAF) 1 - Em relação às ideias do texto, assinale a inferência correta.

A informação do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário sobre a arrecadação de impostos no país, através do instrumento denominado Impostômetro, é mais um elemento de transparência da democracia brasileira. É bom para o país que instituições independentes façam este tipo de acompanhamento do poder público. Mas seria importante, também, que os próprios governos mantivessem constante atualização pública do que arrecadam e gastam, para que os cidadãos se sintam efetivamente representados pelos governantes que elegem. O sistema de impostos é a maneira histórica com que o poder público, no país e no mundo, arrecada recursos para sustentar-se, para promover os serviços essenciais e para investir em obras de sua responsabilidade. Neste sentido, o sistema é imprescindível, integrando de maneira fundamental a estruturação do Estado e da sociedade.
Assim, numa sociedade organizada, pagar imposto faz parte dessa espécie de contrato social que garante ao país o funcionamento adequado, a promoção da saúde, da segurança e da educação e a manutenção das instituições e dos poderes. O controle social dos gastos públicos e a fiscalização dos cidadãos em relação ao uso adequado dos recursos são questões básicas para a qualidade do crescimento do país.

(Zero Hora, RS, Editorial, 28/7/2010)

(A) O Instituto Brasileiro de Planejamento é uma instituição oficial pública.
(B) O acompanhamento do poder público por instituições independentes prejudica o desenvolvimento do País, porque elas têm seus próprios interesses.
(C) A qualidade do crescimento do país está relacionada com o controle social dos gastos públicos realizado pelos cidadãos.
(D) Se os governos mantivessem informações disponíveis sobre seus gastos e sua arrecadação, a administração ficaria prejudicada.
(E) O sistema de impostos é dispensável para a estruturação do Estado e da sociedade.



Considere o texto abaixo para responder à questão a seguir:

De teor histórico-filosófico, os livros de M. Foucault investigam, em determinadas sociedades e em determinados períodos, quais os modos efetivos e historicamente variáveis de produção de verdade. Uma consideração que se estende para a sociedade moderna, a partir das suas instituições, diz respeito ao que podemos identificar como o traço fundamental, comum a todas elas e que, certamente, é aplicável a toda sociedade. Trata-se do princípio da visibilidade. A um tempo global e individualizante, a visibilidade constitui uma espécie de princípio de conjunto. À primeira vista sinal de transparência e de revelação da verdade, pode-se contudo questionar se o gesto de mostrar-se, de deixar-se ver, significaria uma postura despojada de desvelamento da verdade de cada um ou se o desnudamento de si mesmo não seria uma injunção, se a exposição de si não encobriria uma certa imposição decorrente das regras que regem nosso modo de produção da verdade. Acrescentemos que a investigação que quer melhor compreender nossa época não pretende apenas situá-la pela sua diferença com o que a precede, mas também, e sobretudo, instigar mudanças que, a partir e do interior do nosso presente, possam inaugurar perspectivas outras na direção do que está por vir.

(Salma T. Muchail, A produção da verdade. Filosofi a especial, n. 08, p. 7, com adaptações)


(SECRETARIA MUNICIPAL DE FAZENDA/RJ – 2010 – ESAF) 2 - De acordo com a argumentação do texto, o “princípio da visibilidade”.

(A) encobre diferenças entre passado e futuro.
(B) reforça a produção de uma falsa verdade.
(C) significa uma atitude individual e ousada.
(D) está presente em todas sociedades.
(E) questiona a verdade das instituições sociais.


Considere o texto abaixo para responder à questão a seguir:

Entrevistador - O que caracteriza o capitalismo brasileiro atual, que explica os rumos que ele vem tomando desde a crise financeira internacional em 2008?

Ladislau Dowbor – O capitalismo brasileiro descobriu o mercado interno e a importância de responder às necessidades internas do país. O segundo eixo é que ele descobriu que nós não podemos explorar indefinidamente os recursos naturais sem prejudicar a sustentabilidade a médio e longo prazo. Essa tomada de consciência na área do grande capital, de que há necessidades da população insatisfeitas - e isso pode ser um problema, mas pode ser uma oportunidade em termos de expansão de fronteiras -, e a tomada de consciência da problemática ambiental são os principais eixos de mudança. É lógico do ponto de vista do capitalista individual pensar que o aumento do salário mínimo tornará a mão de obra mais cara. Só que, ao multiplicar em todas as empresas essa atitude, não teremos desenvolvimento do mercado interno e todo mundo entra em crise. Quando se pensa fora de uma unidade empresarial, entendemos que esse aumento do salário mínimo e dos direitos sociais gera capacidade de compra por parte dos trabalhadores. E essa capacidade de compra dinamiza o mercado. Todos vão poder produzir mais. É justamente esse o “casamento estranho” que as pessoas não imaginavam, de que ajudar a parte de baixo da sociedade também ajuda na parte de cima. Entendemos que temos que generalizar o bem-estar para toda a sociedade e não só para alguns. E isso tem que ser feito de maneira sustentável.

(Adaptado da entrevista de Ladislau Dowbor a IHU On-line. http://www.ihuonline.unisinos.br – acesso em 20 de outubro de 2010)


(CVM – 2010 – ESAF) 3 - A argumentação do texto se organiza como uma “tomada de consciência” em torno de dois eixos; assinale a opção que caracteriza, respectivamente, esses dois eixos.


primeiro eixo

segundo eixo
(A)
Descoberta de que o modelo capitalista atende às necessidades individuais e coletivas do país.

Descoberta de mecanismos econômicos que tornam possível explorar os vastos recursos naturais brasileiros.

(B)
Utilização da lógica do ponto de vista individual e empresarial para controlar os salários e os direitos sociais.
Utilização da lógica do ponto de vista coletivo e social para aumentar os salários e o poder de compra dos trabalhadores.

(C)
Reconhecimento de que o atual modelo dá importância apenas às necessidades internas do país individuais da população.
Reconhecimento de que a expansão de fronteiras cria necessidades para a população que o grande capital não satisfaz.

(D)
Necessidade de o capital interno generalizar o bem estar tanto para as camadas de baixo como para a parte de cima da sociedade.

Necessidade de exploração consciente dos recursos naturais em prol da valorização do homem e não do capital.
(E)
Dinamização do mercado por meio de revitalização do grande capital, valorizando a produção e o poder de compra das camadas de baixo da sociedade.

Dinamização do capital interno por meio da valorização do mercado e do setor de produção, para atender às necessidades da população de modo generalizado.



Leia o texto a seguir para responder à próxima questão:

Maldades contra Machado

Entre os terríveis efeitos da crise econômica global está o de prejudicar as festividades relativas ao centenário da morte de Machado de Assis, ocorrido na segunda-feira 29 de setembro, quando os mercados desabaram no mundo inteiro.
Não é a primeira vez, nem a segunda, que Machado de Assis se vê atropelado pelos eventos da economia.
A primeira humilhação mais fundamental teve a ver com o patrimônio que deixou para seus herdeiros. Em julho de 1898, temendo por sua saúde, escreveu um testamento, deixando para Carolina, sua esposa, entre outros bens, 7.000 contos em títulos da dívida pública do empréstimo nacional de 1895. Esses títulos entraram em moratória pouco antes da data desse testamento.
Em 1906, com a morte de Carolina, Machado escreveu um novo testamento, declarando possuir não mais 7, mas 12 apólices do empréstimo de 1895, ou seja, as sete originais mais títulos novos que recebeu pelos juros e principal não pagos.
A moratória perdurou até 1910, quando a nova herdeira, a menina Laura, filha de sua sobrinha, começou a receber juros. Em 1914, uma nova moratória interrompe os pagamentos até 1927, e novamente em 1931. Depois de alguns pagamentos em 1934, veio um “calote” completo em 1937. Nos 40 anos entre 1895 e 1935, menos de 18% do empréstimo foi amortizado, e os juros foram pagos apenas em 12 anos.
O Estado a que Machado serviu e honrou ao longo de sua vida devastou-lhe a herança, a pecuniária ao menos, com essa sucessão de “calotes”. E, a partir de 1943, quando os pagamentos foram retomados, a inflação funcionou como uma crueldade superveniente, pois os títulos não tinham correção monetária.
Como se não bastasse a desfeita, ou para tentar uma compensação, em 1987, resolvemos homenagear Machado de Assis em uma cédula de mil cruzados. A cédula foi colocada em circulação em 29 de setembro de 1987, exatos 79 anos da morte do escritor, e nesse dia valia pouco menos de US$ 20.
Em 16 de janeiro de 1989, em conseqüência do Plano Verão e da mudança do padrão monetário, Machado recebe um vergonhoso carimbo triangular cortando-lhe três zeros: a cédula agora correspondia a um cruzado novo, que nascia valendo cerca de US$ 1, conforme a cotação oficial. No “paralelo” valia bem menos.
Em 31 de outubro de 1990, depois de três anos de militância, a cédula com Machado deixa de circular por valer menos de um centavo de dólar. Só se pode imaginar o que Machado diria disso tudo.

(Gustavo Franco. Folha de São Paulo, 4 de outubro de 2008.)


(SENADO FEDERAL – 2008 – FGV) 4 - A respeito do texto, assinale a afirmativa incorreta.

(A) É possível inferir que Machado de Assis morreu em 29 de setembro de 1908.
(B) A economia mais uma vez atrapalhou Machado de Assis.
(C) É válida a afirmação de que o Estado, ao longo da história, não agiu favoravelmente a Machado de Assis.
(D) A homenagem feita a Machado de Assis, por ocasião de seu aniversário de morte, acabou se transformando em uma desfeita.
(E) Com a morte de Carolina, Machado foi beneficiado com mais cinco títulos da dívida pública.


(SENADO FEDERAL – 2008 – FGV) 5 – Leia o quadro a seguir:


A respeito do quadrinho acima, analise as afirmativas a seguir:

I. A percepção do humor da tirinha só é completa se o leitor conhecer a fábula da tartaruga e a lebre.
II. É possível afirmar que o guarda tem uma interpretação equivocada a respeito do motorista.
III. Pode-se prever que o guarda também parará as tartarugas.

Assinale:

(A) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.
(B) se nenhuma afirmativa estiver correta.
(C) se todas as afirmativas estiverem corretas.
(D) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
(E) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.


As 4 questões a seguir baseiam-se no texto apresentado abaixo.

Sobre a efemeridade das mídias

Um congresso recente, em Veneza, dedicou-se à questão da efemeridade dos suportes de informação, desde a tábua de argila, o papiro e o pergaminho até o livro impresso e os atuais meios eletrônicos. O livro impresso, até agora, demonstrou que sobrevive bem por 500 anos, mas só quando se trata de livros feitos de papel de trapos. A partir de meados do século XIX, passou-se ao papel de polpa de madeira, e parece que este tem uma vida máxima de 70 anos (com efeito, basta consultar jornais ou livros dos anos de 1940 para ver como muitos se desfazem ao ser folheados). Há muito tempo se realizam estudos para salvar todos os livros que abarrotam nossas bibliotecas; uma das soluções mais adotadas é escanear todas as páginas e passá-las para um suporte eletrônico.
Mas aqui surge outro problema: todos os suportes para a transmissão e a conservação de informações, da foto ao filme, do disco à memória do computador, são mais perecíveis que o livro. As velhas fitas cassetes, com pouco tempo de uso se enrolavam todas, e saíam mascadas; as fitas de vídeo perdem as cores e a definição com facilidade. Tivemos tempo suficiente para ver quanto podia durar um disco de vinil sem ficar riscado demais, mas não para verificar quanto dura um CD-ROM, que, saudado como a invenção que substituiria o livro, ameaça sair rapidamente do mercado, porque podemos acessar on line os mesmos conteúdos por um custo menor. Sabemos que todos os suportes mecânicos, elétricos ou eletrônicos são rapidamente perecíveis, ou não sabemos quanto duram e provavelmente nunca chegaremos a saber. Basta um pico de tensão, um raio no jardim para desmagnetizar uma memória. Se houvesse um apagão bastante longo, não poderíamos usar nenhuma memória eletrônica.
Os suportes modernos parecem criados mais para a difusão do que para a conservação das informações. É possível que, dentro de alguns séculos, a única forma de ler notícias sobre o passado continue sendo a consulta a um velho e bom livro. Não, não sou um conservador reacionário. Gravei em disco rígido portátil de 250 gigabytes as maiores obras primas da literatura universal. Mas estou feliz porque os livros continuam em minha biblioteca – uma garantia para quando os instrumentos eletrônicos entrarem em pane.

(Adaptado de Umberto Eco – UOL – Notícias – NYT/ 26/04/2009


(TRT/16ª REGIÃO – FCC) 6 - Analisando diferentes mídias, o autor tem sua atenção voltada, sobretudo, para

(A) o grau de obsolescência dos livros antigos, mormente os centenários.
(B) a conservação dos livros, que se vem revelando cada vez mais precária.
(C) o conservadorismo de quem rejeita os suportes modernos de informação.
(D) a preservação das informações, quaisquer que sejam seus suportes.
(E) a fidedignidade das informações que circulam em suportes eletrônicos.


(TRT/16ª REGIÃO – FCC) 7 - Atente para as seguintes afirmações:

I. No primeiro parágrafo, afirma-se que vem sendo processada a cópia eletrônica de livros para preservar a massa de informações dos volumes que lotam nossas bibliotecas.
II. No segundo parágrafo, considera-se não apenas a efemeridade dos últimos suportes de mídia, mas também aspectos éticos envolvidos na transmissão de informações on-line.
III. No terceiro parágrafo, o autor sugere que informações impressas em livro estão mais seguras do que as que se vêem processando em suportes mais avançados.

Está correto o que se afirma em

(A) III, apenas.
(B) II e III, apenas.
(C) I, II e III.
(D) I e II, apenas.
(E) I e III, apenas.


(TRT/16ª REGIÃO – FCC) 8 - O autor nega que seja um conservador reacionário – negativa que pode ser justificada atentando-se para o segmento

(A) consulta a um velho e bom livro.
(B) Gravei em disco rígido portátil.
(C) mais para a difusão do que para a conservação das informações.
(D) única forma de ler notícias sobre o passado.
(E) os livros continuam em minha biblioteca.


(TRT/16ª REGIÃO – FCC) 9 - É correto deduzir das afirmações do texto que

(A) a confiabilidade de suportes simples pode superar a dos mais complexos.
(B) a limitação da mídia eletrônica revela-se na transmissão de informações.
(C) já houve tempo suficiente para se precisar a durabilidade do disco rígido.
(D) a obsolescência de todos os suportes de informação tem a mesma causa.
(E) os livros feitos de papel de trapo não resistem mais que cinco séculos.


As 5 questões a seguir baseiam-se no texto apresentado abaixo.

Caipiradas

A gente que vive na cidade procurou sempre adotar modos de ser, pensar e agir que lhe pareciam os mais civilizados, os que permitem ver logo que uma pessoa está acostumada com o que é prescrito de maneira tirânica pelas modas – moda na roupa, na etiqueta, na escolha dos objetos, na comida, na dança, nos espetáculos, na gíria. A moda logo passa; por isso, a gente da cidade deve e pode mudar, trocar de objetos e costumes, estar em dia. Como consequência, se entra em contato com um grupo ou uma pessoa que não mudaram tanto assim; que usam roupa como a de dez anos atrás e respondem a um cumprimento com certa fórmula desusada; que não sabem qual é o cantor da moda nem o novo jeito de namorar; quando entra em contato com gente assim, o citadino diz que ela é caipira, querendo dizer que é atrasada e portanto meio ridícula.
Diz, ou dizia; porque hoje a mudança é tão rápida que o termo está saindo das expressões de todo dia e serve mais para designar certas sobrevivências teimosas ou alteradas do passado: músicas caipiras, festas caipiras, danças caipiras, por exemplo. Que, aliás, na maioria das vezes, conhecemos não praticadas por caipiras, mas por gente que finge de caipira e usa a realidade do seu mundo como um produto comercial pitoresco.
Nem podia ser de outro modo, porque o mundo em geral está mudando depressa demais, e nada pode ficar parado. Hoje, creio que não se pode falar mais de criatividade cultural no universo do caipira, porque ele quase acabou. O que há é impulso adquirido, resto, repetição – ou paródia e imitação deformada, mais ou menos parecida. Há, registre-se, iniciativas culturais com o fito de fixar o que sobra de autêntico no mundo caipira. É o caso do disco Caipira. Raízes e frutos, do selo Eldorado, gravado em 1980, que será altamente apreciado por quantos se interessem por essa cultura tão especial, e já quase extinta.

(Adaptado de Antonio Candido, Recortes)


(TRT/16ª REGIÃO – FCC) 10 - No primeiro parágrafo, estabelece-se uma contraposição entre as expressões

(A) “logo passa” e “estar em dia”, destacando parâmetros adotados pelos caipiras.
(B) “de maneira tirânica” e “está acostumada”, enfatizando as críticas dos citadinos aos modos caipiras.
(C) “deve” e “pode mudar”, sublinhando os impulsos a que os caipiras têm que se render.
(D) “é atrasada” e “meio ridícula”, acentuando a variabilidade que ocorre com as modas.
(E) “mais civilizados” e “fórmula desusada”, identificando pontos de vista adotados pelos citadinos.


(TRT/16ª REGIÃO – FCC) 11 - Atente para as seguintes afirmações sobre o primeiro parágrafo:

I. Com a expressão “o que é prescrito de maneira tirânica”, o autor está qualificando modos de ser, pensar e agir, com cuja imposição os citadinos estão acostumados.
II. A submissão dos citadinos aos valores da moda é a causa de uma alternância de valores que reflete uma clara hesitação entre o que é velho e o que é novo.
III. No último e longo período, a sequência de pontos e vírgulas destaca uma enumeração de traços que identificam um caipira aos olhos do citadino.

Em relação ao texto, está correto o que se afirma em:

(A) II e III, apenas.
(B) I e II, apenas.
(C) I, II e III.
(D) III, apenas.
(E) I e III, apenas.


(TRT/16ª REGIÃO – FCC) 12 - Atentando-se para o 2o parágrafo, é correto afirmar que o segmento

(A) “Diz, ou dizia” sugere a velocidade com que um novo elemento da moda aprimora um anterior.
(B) “certas sobrevivências teimosas ou alteradas” designa a precária permanência de costumes caipiras.
(C) “o termo está saindo das expressões de todo dia” refere-se à moda que deixa de ser seguida.
(D) “um produto comercial pitoresco” traduz a maneira pela qual o citadino reconhece a moda que ele mesmo promove.
(E) “a realidade do seu mundo” está-se referindo ao universo do citadino.


(TRT/16ª REGIÃO – FCC) 13 - Ao afirmar que o universo do caipira (...) quase acabou, o autor emprega o termo quase em função

(A) de remanescerem repetições e paródias que aludem ao mundo caipira.
(B) de as mudanças do nosso tempo ocorrerem em alta velocidade.
(C) de iniciativas culturais que reavivam e fortalecem os costumes caipiras.
(D) da fermentação cultural que se propaga criativamente nesse universo.
(E) da autenticidade que o citadino ainda reconhece nos costumes caipiras.


(TRT/16ª REGIÃO – FCC) 14 - Considerando-se o contexto, constituem uma causa e seu efeito, nesta ordem, os segmentos destacados em:

(A) (...) que será altamente apreciado // por quantos se interessem por essa cultura tão especial (...)
(B) (...) uma pessoa está acostumada // com o que é prescrito de maneira tirânica (...)
(C) Nem podia ser de outro modo, // porque o mundo em geral está mudando depressa demais.
(D) (...) hoje a mudança é tão rápida // que o termo está saindo das expressões de todo dia (...)
(E) (...) conhecemos não praticadas por caipiras, // mas por gente que finge de caipira (...)


As próximas 6 questões baseiam-se no texto abaixo:

Bolsa-Floresta

Quando os dados do desmatamento de maio saíram esta semana da gaveta da Casa Civil, onde ficaram trancados por vários dias, ficou-se sabendo que maio foi igual ao abril que passou: perdemos de floresta mais uma área equivalente à cidade do Rio de Janeiro. Ao ritmo de um Rio por mês, o Brasil vai pondo abaixo a maior floresta tropical. No Amazonas, visitei uma das iniciativas para tentar deter a destruição.
O Estado do Amazonas é o que tem a floresta mais preservada. O número repetido por todos é que lá 98% da floresta estão preservados, 157 milhões de hectares, 1/3 da Amazônia brasileira. A Zona Franca garante que uma parte do mérito lhe cabe, porque criou alternativa de emprego e renda para a população do estado. Há quem acredite que a pressão acabará chegando ao Amazonas depois de desmatados os estados mais acessíveis.
João Batista Tezza, diretor técnico-científico da Fundação Amazonas Sustentável, acha que é preciso trabalhar duro na prevenção do desmatamento. Esse é o projeto da Fundação que foi criada pelo governo, mas não é governamental, e que tem a função de implementar o Bolsa-Floresta, uma transferência de renda para pessoas que vivem perto das áreas de preservação estadual. A idéia é que elas sejam envolvidas no projeto de preservação e que recebam R$ 50 por mês, por família, como uma forma de compensação pelos serviços que prestam. [...]
Tezza é economista e acha que a economia é que trará a solução:
— A destruição ocorre porque existem incentivos econômicos; precisamos criar os incentivos da proteção. [...]
Nas áreas próximas às reservas estaduais, estão instaladas 4.000 famílias e, além de ganharem o Bolsa-Floresta, vão receber recursos para a organização da comunidade.
— Trabalhamos com o conceito dos serviços ambientais prestados pela própria floresta em pé e as emissões evitadas pela proteção contra o desmatamento. Isso é um ativo negociado no mercado voluntário de redução das emissões — diz Tezza.
Atualmente a equipe da Fundação está dedicada a um trabalho exaustivo: ir a cada uma das comunidades, viajando dias e dias pelos rios, para cadastrar todas as famílias. A Fundação trabalha mirando dois mapas. Um mostra o desmatamento atual, que é pequeno. Outro projeta o que acontecerá em 2050 se nada for feito. Mesmo no Amazonas, onde a floresta é mais preservada, os riscos são visíveis. Viajei por uma rodovia estadual que liga Manaus a Novo Airão. À beira da estrada, vi áreas recentemente desmatadas, onde a fumaça ainda sai de troncos queimados. [...]

LEITÃO, Miriam. In: Jornal O Globo. 19 jul. 2008. (adaptado)


(TJ/RO – 2010 – FUNDAÇÃO CESGRANRIO) 15 - Bolsa-Floresta, título do texto, é o nome dado a um(a)

(A) recurso adotado por empresas privadas para que a população dê suporte aos projetos de desmatamento.
(B) mensalidade destinada aos moradores das cercanias de áreas de preservação por sua ajuda.
(C) medida social para apoio às populações da floresta, que não têm de onde obter sobrevivência.
(D) doação governamental regular feita às pessoas que moram na floresta, como se fosse uma bolsa de estudos.
(E) ajuda realizada por organizações não governamentais para que a população de baixa renda possa se manter melhor.


(TJ/RO – 2010 – FUNDAÇÃO CESGRANRIO) 16 - A expressão em destaque no trecho “Quando os dados do desmatamento de maio saíram esta semana da gaveta...” (1º parágrafo) pode ser adequadamente substituída, sem alteração do sentido, por

(A) foram finalmente examinados.
(B) foram apresentados às autoridades.
(C) foram tirados da situação de abandono.
(D) encaminharam-se ao setor técnico.
(E) chegaram ao conhecimento público.


(TJ/RO – 2010 – FUNDAÇÃO CESGRANRIO) 17 - No 2º parágrafo, o mérito da Zona Franca na preservação florestal do estado do Amazonas deve-se ao fato de ter

(A) oferecido oportunidades de ganho para a população, afastando-a do desmatamento.
(B) atraído compradores de todas as partes do Brasil com o seu comércio florescente.
(C) criado uma área de comércio de bens livres de impostos, o que favoreceu novas aquisições para a população.
(D) feito a promoção do desenvolvimento econômico da região, melhorando sua contribuição para o PIB brasileiro.
(E) aberto o mercado interno nacional para a entrada de produtos estrangeiros de alta tecnologia.


(TJ/RO – 2010 – FUNDAÇÃO CESGRANRIO) 18 - “No Amazonas, visitei uma das iniciativas para tentar deter a destruição.” (1º parágrafo). Tal iniciativa é a(o)

(A) manutenção da Zona Franca.
(B) criação do Bolsa-Floresta.
(C) expansão de 1/3 da Amazônia.
(D) preservação da floresta.
(E) comprometimento do governo estadual.


(TJ/RO – 2010 – FUNDAÇÃO CESGRANRIO) 19 - Com a leitura do parágrafo que contém a oração “porque criou alternativa de emprego e renda para a população do estado.” pode-se inferir que, no texto, a outra alternativa seria

(A) buscar outra fonte de renda.
(B) desmatar a floresta.
(C) emigrar para outro estado.
(D) trabalhar na Zona Franca.
(E) ser funcionário público.


(TJ/RO – 2010 – FUNDAÇÃO CESGRANRIO) 20 - “— A destruição ocorre porque existem incentivos econômicos; precisamos criar os incentivos de proteção.” (5º parágrafo). Avalie se as afirmativas apresentadas a seguir são verdadeiras (V) ou falsas (F), em relação ao trecho acima.

(  ) Tanto a destruição da floresta quanto a sua proteção dependem de medidas econômicas.
( ) O conceito da palavra “incentivos” é igual nas expressões “incentivos econômicos” e “incentivos de proteção”.
(  ) Se houver incentivo de proteção, a destruição cessará.

A seqüência correta é:

(A) V - V – F
(B) V - F - V
(C) V - F - F
(D) F - V - F
(E) F - F - V



GABARITO
1 - c
2 - d
3 - b
4 - e
5 - e
6 - d
7 - e
8 - b
9 - a
10 - e
11 - e
12 - b
13 - a
14 - d
15 - b
16 - e
17 - a
18 - b
19 - b
20 - a

6 comentários:

  1. POR FAVOR MANDEM O GABARITO DESTA PROVA,INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I

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  2. GABARITO DOS EXERCÍCIOS DESTA POSTAGEM:

    1 - c
    2 - d
    3 - b
    4 - e
    5 - e
    6 - d
    7 - e
    8 - b
    9 - a
    10 - e
    11 - e
    12 - b
    13 - a
    14 - d
    15 - b
    16 - e
    17 - a
    18 - b
    19 - b
    20 - a

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  3. Ótimo site, estão de parabéns! Muito obrigada pelo simulado, me ajudou muito.

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  4. Muito bom o site de vc,parabéns,agora vou acessar sempre,poderia me confirmar o gabarito dos textos de interpretação de todos eles.

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